o antigo

Podia ter feito o que quisesse. Mas apeteceu-me fumar um charuto. Janela virada a norte abro-a e debruço-me sobre um pouco mato que ainda assim me inspira o ar da natureza. Acendo o charuto e imagino-me na personagem h.d.t. a escrever o seu livro. Numa comparação distante, o lago dele tento senti-lo no meu pouco de mato. Sim senão dou em doido a pensar em felicidade. Achar ficar porque posso mudar a civilização é mais uma desculpa para não rescindir com ela. E se ainda assim achar ficar, então que não seja para ficar a admirar as tramas do primeiro bago de trigo que viajou pelo atlântico, ou sem atlântico as pirâmides azteco-egipcias, ou os documentos sem historia que fizeram e fazem historia, ou ate mesmo porque se a abobada não caiu, mestre de aviz morreu na mesma, peco desculpa ao mestre que morreu por causa da abobada por não me lembrar do seu nome e ao de aviz por o ter personificado. Tudo teorias da conspiracao para quem de certo esfrega os olhos à procura de algum pedaço sem poeira.

Perceber em vez de rejeitar, trouxe-me à vida talvez mais de cem mil novas maneiras de viver, sem que contudo lhe chame outro nome, à vida. E se posso dizer que o percebo, não o posso dizer percebido, porque nunca lá estive, porque nunca o tive, o walden.

A janela que me enquadra já não é janela, não passa de um conjunto de quatro forças exercidas por uma parede amarrada com um domino que serviu de bunker à WWI, mas que ainda assim não se deixa empurrar por nenhuma força humana, que assume a estática como sua posição visual e física.

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